
sábado, 24 de outubro de 2009
Com o tempo...

terça-feira, 22 de setembro de 2009
Corra Lola, Corra
E dizem que não devo falar da minha vida pessoal na web. Será que consigo? Agora virou um leve vício. Mas vou tentar maneirar e falar mais sobre amenidades. Terminei de ler “Comer, Rezar, Amar”. Existia um tempo que me sentia mal ao ler Best-sellers. Mas adorei cada uma das 342 páginas, lidas em 2 semanas. Acho que a leitura funciona como uma espécie de meditação para mim. Um tempo meu, só meu. Cursos e treinamentos nos próximos três dias. Mini-férias do trabalho, mas, certamente, pouco descanso.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Pin-ups Terráqueas
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Casamento
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Coração Vagabundo
Na última semana assisti a este documentário do jovem cineasta Fernando Grostein de Andrade que acompanhou uma turnê do Caetano Veloso em 2004 em apresentações pelos Estados Unidos e Japão. É um filme despretensioso e que mostra um Caetano diferente daquela figura artística inatingível. Fernando conseguiu aproximá-lo de nós e torná-lo um humano, com defeitos, bem humorado e coberto de divagações no sense sobre a vida. Deixa a desejar em alguns aspectos (confesso que em alguns momentos fiquei tonta com a câmera inquieta de Fernando). Vê-se que é o primeiro longa metragem do diretor, que também assinou o “De Morango”, curta que não consegui assistir ainda. Mas o grande mérito (e que faz valer, sem dúvida, a ida ao cinema) é mostrar outra faceta do cantor, além das entrevistas com Antonioni e Pedro Almodóvar, grandes amigos de Caetano. Eu saí do filme com uma percepção positiva.
Tenho inclinação a prestigiar o trabalho de alguém tão jovem trilhando um caminho consistente. Fernando formou-se em administração na FGV e, creio que numa mudança de rumo, decidiu estudar cinema: direção na University of southern Califórnia /Universal Studios e em roteiro pela UCLA e pelo CINUSP. Começou sua carreira estagiando na área de criação da DM9 e escrevia crônicas para a revista Playboy e para o site da revista trip. Hoje é um dos sócios da produtora Spray Filmes. Na próxima quarta-feira vou entrevistá-lo na produtora para escrever um perfil dele para a Carta Editorial. Adorei essa pauta. Aliás, recebi várias bacanas para a próxima edição da Revista do Iguatemi e Vogue Noivas. Esqueci de postar aqui minhas matérias do Garimpo. Como a revista já está circulando, creio que posso. No próximo post farei isso. Abaixo, outro trabalho do Fernando. (Não encontrei no Youtube o "De Morango")
Clipe A Lisbela e O Prisioneiro
quarta-feira, 29 de julho de 2009
All you need is Love
Momento nostalgico e romântico do Blog.
A música All You Need Is Love foi escrita por John Lennon e apresentada pela primeira vez no programa Our World da BBC que aparece aí no vídeo. Este foi o primeiro evento transmitido mundialmente via-satélite, ao vivo, simultaneamente para 26 países, 400 milhões de pessoas. Para esta ocasião especial, a BBC pediu à banda uma música que contivesse uma mensagem clara a todos os povos. A transmissão mundial dessa apresentação, que foi ao ar em 25 de junho de 1967, acabou divulgando o nome dos Beatles, tornando-os ainda mais famosos em todo o mundo.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
De volta à Fuligem
Para quem gosta de fotografia como eu, vale dar uma olhada neste site http://haha.nu/ – the life style magazine. Tem umas fotos super criativas, inclusive do espanhol Chema Madoz, um dos mais importantes expositores da fotografia de objetos do cotidiano atualmente. Este artista cria metáforas e humor em suas fotos, transformando o comum em algo inusitado. Como estas que posto hoje aqui.
lme que achei péssimo, o “A Mulher Invisível” recebi um comentário revoltadíssimo de um leitor do blog. Para ser sincera, quando li o comentário fiquei meio chateada, mas depois pensei: Pô, que legal. O cara discordou totalmente do que eu falei e se pronunciou, aqui. Por isso, acho essas novas ferramentas sociais fantásticas, pois as pessoas podem se expressar abertamente sem serem tolhidas. Talvez ele não tenha se expressado da maneira mais adequada, mas ainda assim me deu certa satisfação, por eu ter escrito algo que incomodou tanto uma pessoa, ao ponto de ela ter escrito frases bem ofensivas. O fato é que o blog foi a forma que encontrei de escrever por escrever, sem estar muito encanada com nada. Como estou fazendo agora.
escrever até aqui e vou adorar escrever até aqui. Este blog foi criado para não mais ser desativado, um projeto do qual eu não desistiria, dentre tantos outros que, em algum momento, não vi mais sentido em existir, esse permanece, pois as palavras têm um significado especial para mim. E, mesmo que, nem sempre eu tenha a inspiração, o tempo e a predisposição poética que gostaria, permanecerei por aqui, mesmo que tenha ficado tão ausente nos últimos dias. Mas a culpa não foi inteiramente minha. Fiz a burrada de entrar na locadora da Vila Mariana. O balconista com todo o seu entusiasmo conseguiu me convencer a pegar a 1ª temporada completa do Prision Brake, uns 6 dvds, 23 episódios, 40 minutos cada. Do the math. E ele foi persuasivo viu. Não faltaram argumentos. Normalmente não caio nesse papo de vendedor, mas acho que estava distraída, sei lá. Foi uma pressão terrível! Diariamente, eu tinha a obrigação de assisti-los, porque afinal paguei pela coleção toda e seria um desperdício alugar e não assistir. Vi os primeiros, me apaixonei pelo protagonista, até descobrir que ele na verdade gosta mesmo é de homem.
domingo, 5 de julho de 2009
Qual o seu perfil?
Definitivamente o maior de todos os bens hoje é o tempo. Pena que tenha me faltado ultimamente e, por isso, infelizmente, o blog (por enquanto) fica em 2º lugar. Mas domingo sempre será um dia reservado para fazer as coisas que mais gosto. Acordo ao meio dia, mas finjo que é cedinho: preparo o café-da-manhã. O cheiro do pão de queijo mistura-se com o do café numa combinação perfeita de como o perfume de domingo deveria ser. Folha de S. Paulo é sempre mais caprichada neste dia. Nesta semana fiz outro workshop que faz parte do programa de trainees. “Compromisso com os clientes”, o nome. A consultoria contratada a I9acao, baseada no estudo da Teoria da Human Dynamics (www.humandynamics.com), disse que tenho o perfil “Tocando pra frente”.
Pessoas assim tem a habilidade de tocar as coisas para a frente; pressentir novos rumos e possibilidades e desafiar a inércia, rompendo antigos padrões. “Quando uma janela de oportunidade se abre para uma pessoa deste perfil em relação a algo que lhe importa, seu movimento para aproveitá-la é imediato”. Pessoas assim tem a necessidade que os outros falem com ela de forma direta, sem enrolação, voltada para metas, e que a idéia geral seja colocada antes dos detalhes, por que os “detalhes” nos distraem em princípio.
Além do “Tocando em Frente”, há outros 3 tipos de perfil. Veja em qual você se enquadra mais:
Conectando-se
Habilidades: Preocupa-se em criar e manter conexões harmoniosas com as pessoas ao seu redor. Compreende intuitivamente as necessidades e sente a alegria e a dor dos outros. São exemplos de frases que se adequariam ao perfil: “Quando escuto alguém não escuto apenas as palavras.” “Estou pensando sentindo e planejando. Estou imaginando se são o momento e o ambiente adequados para fazer o próximo comentário.”
Percebendo Padrões:
Habilidades: Percebe jeitos de ser que se repetem (padrões) na complexa interação entre os acontecimentos. Cria e implementa modelos estratégicos e sistêmicos. Tem a opção pela ordem, eficiência e pela simplicidade das formas. Associa dados objetivos das coisas com dados subjetivos das pessoas. Uma frase que se adequa a este perfil: “Nunca posso ver uma parte isolada sem perguntar: qual é o propósito disso? Como o sistema do qual isto faz parte esta relacionado a um sistema mais amplo?”
Pensamento Sistêmico:
Habilidades: Possui a experiência vívida de que tudo é ao mesmo tempo parte de um todo. Respeita, compreende e utiliza as leis da natureza. Possui raciocínio e implementação sistêmicos. Frase: “Quando estou realizando tarefas em meu próprio ritmo, tudo parece correr em um cadenciamento natural. É a mesma sensação que tenho quando estou junto a natureza.”
Cada indivíduo possui um desses perfis mais marcante, o que não quer dizer que não possa ter uma característica de outro. Esse estudo é muito bacana. Enquanto uns acreditam em astrologia, prefiro acreditar na existência de perfis psicológicos como este. Qual o seu perfil?
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Anestesiado para a vida
Segue abaixo a ligação da casa de Jackson para o 911 quando ele parou de respirar.
domingo, 21 de junho de 2009
Aquele Clique Repentino
Ela nem havia percebido, mas estava cansada de viver sem sentir. E foi naquele domingo à tarde que tudo passou a fazer sentido. Ela colocou La valse dês monstres para tocar e o mundo não era mais o mesmo. Ela passava a perceber. De repente, a falta de companhia não representava mais solidão, mas sim a oportunidade de estar a sós e encontrar a melhor das companhias. A sensibilidade com as pequenas coisas que lhe pareciam banais anteriormente mudava de figura. Tudo tinha um significado complexo. O mundo não girava mais em torno do seu umbigo. A senhora que esperava o metrô estava com a feição apreensiva. Ela segurava com as duas mãos o cabelo recém escovado para que o penteado não se desfizesse com a ventania do trem apressado. O executivo que se jogou do último andar do Terraço Itália não representava apenas um suicídio. “Só sobrou uma massa de gente no chão. Todos que passavam na rua naquele momento sujaram suas roupas com sangue”, disse o taxista. A morte não era o fim, mas a fuga de alguém que não estava preparado para viver. As três gerações de uma família boliviana que cantavam e tocavam flautas na calçada do MASP, não eram coadjuvantes de um passeio de um domingo, eram os atores principais daquela cena, dignos de aplausos, de um olhar profundo de gratidão nos olhos. O prodígio violinista de 10 anos que tocava perfeitamente na orquestra de câmara Cantilena Ensemble não era uma criança. O som puro que saia do violino contagiava cada uma das células dela fazendo com que um arrepio fino subisse pela espinha até que atingisse a cabeça. Ela finalmente permitiu que as lágrimas caíssem de uma vez, silenciosas. O aniversário da amiga árabe, não era apenas um desculpa para cantar parabéns e comer docinhos, era a situação perfeita para perceber como aquela família parecia unida. As flores vendidas na calçada, murchas pela poluição, não eram apenas flores feias e cinzas, elas eram vítimas de uma sociedade que não sabe apreciar as coisas mais belas. As buzinas, o trânsito, os carros não eram mais incômodos, pois agora tocava Pas si Simple. Eles se tornavam parte da fotografia da cidade. Desordenados, apáticos, inconscientes. Competine dún autre été. As músicas de Yann Tiersen não eram apenas músicas, mas a faziam sentir-se personagem de Jean-Pierre Jeunet. Era possível fazer arte sem ser artista...
sábado, 20 de junho de 2009
Exercite a sua insanidade mental! Eu já aderi...
NO ELEVADOR: 1) Quando houver só uma pessoa no elevador, de um tapinha no ombro dela e finja que não foi você.
2) Aperte os botões do elevador e finja que eles dão choque. Sorria e faça de novo. 3) Se ofereça para apertar os botões para os outros, mas aperte os botões errados.
4) Deixe cair sua caneta e espere até alguém se oferecer para pega-lá, então grite: 'Ei, é minha!'
5) Quando a porta se fechar, fale: 'Tudo bem. Não entrem
6) Mate moscas que não existem.
7) Grite: 'Abraço grupal', então force-as.
8) Faça caretas dolorosamente enquanto bate na sua testa e murmure: 'Calem a boca, todos vocês, calem a boca!'.
9) Abra sua pasta ou bolsa, e enquanto olha dentro, pergunte: 'Tem ar suficiente aí dentro?'
10) Fique quieto e parado no canto do elevador, encarando a parede.
11) Encare outro passageiro por um tempo, e grite com horror: 'Você é um deles!', e recue devagar.
12) Faça barulhos de explosão quando alguém apertar um botão.
13) Encare outro passageiro por um tempo, e fale: 'Estou usando meias novas'.
NO TRABALHO
1) No seu horário de almoço, sente-se no seu carro estacionado, coloque seus óculos escuros e aponte um secador de cabelos para os carros que passam. Veja se eles diminuem a velocidade.
2) Sempre que alguém lhe pedir para fazer alguma coisa, pergunte se quer que fritas acompanhem.
3) Encoraje seus colegas de sala para fazer uma dança de cadeiras sincronizada com você.
4) Sempre que alguém lhe falar alguma coisa, responda com 'isso é o que você pensa'.
5) Termine todas as suas frases com 'de acordo com a profecia'.
6) Ajuste o brilho do seu monitor para o que o nível dele ilumine toda a área de trabalho. Insista com os outros que você gosta desse jeito.
7) Sempre que possível, pule em vez de andar.
8) Mande e-mails para o resto da empresa para dizer o que você está fazendo. Por exemplo: 'Se alguém precisar de mim, estarei no banheiro, na cabine 3'.
9) Pergunte à seus colegas de que sexo eles são.
10) Quando sair dinheiro do caixa eletrônico, grite.
11) Ao sair do zoológico, corra na direção do estacionamento gritando 'Salve-se quem puder, eles estão soltos!'.
EM CASA:
1) Na hora do jantar, anuncie para os seus filhos: 'Devido à nossa situação econômica, teremos de mandar um de vocês embora'.
2) Todas as vezes que você vir uma vassoura, grite 'Amor, sua mãe chegou!'
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Sobre a não exigência do diploma de jornalismo para exercício da profissão...
Que bom ouvir seu ponto de vista sobre as coisas.
Na verdade, antes dessa votação, o diploma de jornalista já não era uma exigência, mesmo que a maioria dos veículos de informação já o exigisse. Certamente, os jornais mais conceituados permanecerão a exigir, pelo menos aos novos contratados. Para mim, na prática, não faz muita diferença, pois a votação apenas confirmou algo que já acontecia anteriormente. A minha maior preocupação é com a regulamentação da profissão e, caso a obrigatoriedade do diploma fosse exigida, seria um primeiro grande passo para isso. Dessa forma, nosso piso seria estabelecido e talvez a profissão, um pouco mais valorizada. Hoje não temos um órgão como a OAB, por exemplo, que, com a sua prova, atesta os advogados aptos a exercer a profissão. Mas não concordo com a opinião de muitos jornalistas, que, em meu ponto de vista, estão indignados pelo motivo errado. Muitos veem a obrigatoriedade como uma forma de “reservar o mercado” diminuindo a competitividade – que já é gigante – nas redações. Ou seja, se agora não é necessário ter o diploma, os formados em outros cursos que tem a habilidade de escrever “podem roubar a minha vaga”.
Sempre falo isso e vou continuar falando..mesmo que pareça, a muitas pessoas, uma balela. Mas é o que tenho percebido no mercado de trabalho. Se você for bom, não é necessário temer que o outro roube sua vaga. E o meu conceito de “bom” não se refere apenas à quantidade de conhecimentos que você adquiriu na faculdade. O mercado de trabalho hoje é muito mais exigente. Os seus conhecimentos “técnicos” são importantes sim, mas as suas características pessoais são muito mais. Do que adianta você saber toda a anatomia do corpo humano e todos os conceitos necessários para aplicar esta ciência, se dar muito bem nas provas, sendo que você simplesmente não consegue conversar com o seu paciente, e não passa a mínima confiança a ele? Hoje, não importa a profissão, você precisa de inteligência emocional e social. Se for minimamente inteligente, a técnica, a teoria, qualquer um aprende. Não acredito que um curso te proporcione todas as características e a personalidade necessária para você “se dar bem na vida”.
Mas também não estou questionando a importância de um curso de graduação. Acho que, sem dúvida, ele te orienta, te dá bagagem teórica, te faz amadurecer muito em pouco tempo. Na minha primeira fase do jornalismo da UFSC eu tive um professor que talvez tenha sido o mais importante da minha vida estudantil. O Scotto, professor de redação I. Alguns colocavam o “R” no meio da palavra, de tão carrasco que, em alguns momentos, ele costumava ser. Era comum aluno sair chorando da sala de aula – eu inclusive. Ele colocava os nossos textos, os primeiros da faculdade, em um retroprojetor na parede. E começava a caçoar de todos. Ele ria muito das nossas matérias. Hoje olho para trás e consigo entender o quanto era engraçado para ele. O nosso texto era ruinzinho, capenga, sem estrutura nenhuma. Mas o objetivo dele, era, na verdade, colocar na nossa cabeça que tínhamos que aprender a desvincular o texto de nós mesmos. Quando ele criticava o texto de algum calouro, ele não estava criticando a pessoa, o chamando de burro. Pelo contrário, ele estava lá para nos fazer melhorar. E todos nós fomos capazes de melhorar. Também pudera, após 8 aulas de redação diferentes, por 8 semestres, 4 anos, não havia macaco que não conseguisse sair dalí escrevendo minimamente bem. Além disso, a faculdade nos fez questionar mais o mundo, nos fez mais críticos, menos complacentes. A minha faculdade foi sem dúvida essencial para a minha formação, não só como jornalista, mas também como a Maíra que sou hoje. Mas não será apenas ela que me fará (eu espero) bem sucedida.
Acho sim péssimo que tenham decidido não exigir diploma, não muito por receio do meu futuro profissional, ou que tenha desvalorizado meu “passe”. Mas sim pelos leitores que, em minha opinião, serão os maiores prejudicados, principalmente àqueles dos veículos de informação menores e mais provincianos, como os que encontramos em Florianópolis, por exemplo. Sei que a maioria dos meus colegas que se formaram em jornalismo na UFSC se recusariam a escrever sobre algum tema que fugisse dos seus princípios éticos. Mas o que vemos hoje – e agora com a não-obrigatoriedade realmente veremos ainda mais – é está imensa legião de articulistas, como alguns do Diário Catarinense, por exemplo, que são completamente vendidos e escrevem sem pensar no seu leitor, na integridade da informação, mas sim em quem paga mais. Eles não têm uma posição firme sobre nada, são capazes de mudar de juízo como trocam de roupa. E nem falo nada do Cacau Menezes não, pois para mim, ele pode ser qualquer coisa, menos jornalista. Outros que muitos consideram “mais sérios” como o Moacir Pereira que já entrou em contradição em muitas das suas colunas.
O meu receio é por àqueles leitores mais ingênuos, que acreditam piamente em tudo o que lêem, sem filtro nenhum e que reproduzem como se fosse a maior verdade. E nunca é. O bom jornalista, acredito e foi o que me ensinaram na faculdade, é aquele que consegue aproximar ao máximo o seu relato da “verdade” do acontecimento. Claro que há sempre alguém por trás, um indivíduo com percepções, sentimentos e particularidades e o seu relato nunca será completamente abstendo da subjetividade. Mas é aceitável e até previsível que isso ocorra, mas quando a informação é propositalmente “alterada” com intuito de ludibriar ou mesmo “embaçar” a verdade para o leitor, é extremamente antiético e acontece mais do que imaginamos. Há sempre interesses por trás, de qualquer jornal e revista, não podemos ser ingênuos a respeito disso. O objetivo no final do mês das empresas jornalísticas, assim como qualquer outra, é pagar as contas e obter retorno financeiro. Se o anunciante do meu jornal é, por exemplo, o E-Bay, eu não vou falar mal deste “cliente” correndo o risco de perder o anunciante que paga o salário mensal de toda a minha redação com 200 funcionários. Sem contar os favores pessoais, etc. O que ocorre – e me preocupa mais agora – é que a maioria dos leitores, infelizmente, lê tudo como se fosse a mais absoluta verdade. E eu não estou querendo fazer aqui uma apologia à alienação de todos. Não quero dizer: - parem de ler os jornais! Pelo contrário, é preciso ler sim. E quanto mais, melhor. Mas sempre com filtro, sempre uma leitura crítica. Assim, a opinião formada a partir das diversas fontes será a mais próxima da realidade. E com a banalização da formação como jornalista com a decisão do STF, isto pode ser ainda mais freqüente.
O ponto positivo aos leitores é que certamente surgirão novos “jornalistas” talentosos formados em outros cursos de graduação que saberão falar sobre temas com mais propriedade que qualquer outra pessoa. Pois o jornalista, pelo menos no início de carreira, é muito generalista.
Também temo pelos meus colegas que trabalham em redação, que ficarão à mercê da boa vontade dos donos da mídia de pagarem um salário compatível com o trabalho.
domingo, 14 de junho de 2009
BlogBlogs
sábado, 13 de junho de 2009
Vale a pena ver de novo
Hoje revi, provavelmente pela 10ª vez, o Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain, que está na minha lista dos top 5. E coloco ai em cima algumas das minhas cenas preferidas do filme, que considero impecável em todos os sentidos: som, direção de arte, fotografia e roteiro. Em uma história simples, muito bem contada e bastante original, uma jovem (Audrey Tatou) que veio do subúrbio se muda para a cidade de Paris, onde resolve ajudar às pessoas que a cercam por meio de pequenos gestos. O filme recebeu 5 indicações ao Oscar em 2001 nas categorias de Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Som e Melhor Roteiro Original.. Para mim, o longa trata, no fundo, de sonhos, em uma comédia (com pitadas de drama - pelo menos para mim) que não menospreza a nossa inteligência. E sonhadora do jeito que sou, identifico-me em diversos momentos com a Amelie...que leva sua imaginação para longe da realidade, arquitetando as diversas conseqüências das suas ações e como estaria se o Nino (Mathieu Kassovitz) estivesse ao seu lado. O filme fez tanto sucesso quando foi lançado que acabou influenciando vários trabalhos posteriores, como:
Pushing Daisies - a semelhança com o seriado Pushing Daisies que passa na Warner não é mera coincidência (ou imitação). A emissora ABC assumiu que o tom mágico foi capturado do filme e, propositalmente, reproduzido no seriado. Além disso, Bryan Fuller, o diretor do Daisies, tem como filme preferido....advinha? Amelie, mon ami.
Paris, Je T'aime - Nesta coletânea de curtas-metragem também há influência no Porte de Choisy. Neste curta, um homem entra num salão de beleza com a intenção de vender seus produtos. Em dado momento, a dona do salão mostra algumas opções de cortes de cabelo para ele e lá está o hairstyle de Amélie.
Até um sapo recentemente descoberto levou o nome de Cochranella Amelie. O cientista que o descobriu explicou que “O nome desta nova espécie de sapo é em homenagem à Amélie, protagonista do extraordinário filme ‘Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain’, um filme onde os pequenos detalhes desempenham um importante papel na conquista da alegria de viver. Assim como o importante papel dos sapos e de todos os anfíbios na saúde de nosso planeta”.
A história do gnomo de jardim viajante (uma das artimanhas de Amelie para fazer o pai conhecer o mundo além do quintal da casa dele) influenciou os comerciais da Travelocity, empresa americana que vende pacotes de viagens, com a série de comerciais "Roaming Gnome".
Se não viu, veja.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
As despedidas
As despedidasQuem gosta delas?
E elas sempre farão parte de nossas vidas. Eu já perdi as contas de quantas vezes tive que dat tchau. À pessoas, empregos, amigos. Às vezes a gente se despede de alguém e este outro nem fica sabendo. Por alguma decepção somos forçados a tomar outro rumo. E nos afastamos. Aos poucos. Não concordo com o “dito” de que a distância aproxima. Pelo menos para mim, a distância nunca me aproximou de ninguém. Em algumas situações, a distância geográfica forçou-me a dar tchau. Quando morei em Londres fiz amizades incríveis, doeu muito ir embora, e, hoje, não tenho mais notícias de ninguém. Desde que me mudei para São Paulo, perdi um ano do crescimento do meu sobrinho. Sei que não nos aproximamos com essa distância. Hoje sou a tia que mora longe e de vez em quando aparece em Florianópolis. Minha mãe e meu pai dizem que nasci com uma mala na mão. E acho que é verdade, pois fico um pouco entediada quando permaneço muito tempo no mesmo local. Por ser assim, as despedidas são ainda mais freqüentes. Da faculdade, guardo ótimas lembranças, mas poucas amizades. A verdade é que as pessoas mudam, tomam rumos completamente diferentes. Eu mudo. Mas a dificuldade para me despedir, o sofrimento que me causa, não muda. Com o tempo, fico bem. Mas o ato de dar tchau me incomoda bastante. Quando pedi demissão do Banco do Brasil, sofri. Mesmo que fosse a decisão mais acertada que pudesse fazer, sofria por perder as amizades que fiz lá, a minha chefe, meu trabalho. Em todas as outras experiências profissionais, foi a mesma sensação. Eu sabia que tinha que sair, seguir outro rumo, mas, ao mesmo tempo, queria manter todas as coisas boas que tinha naquele lugar. Se eu pudesse, carregaria comigo todas as pessoas legais que cruzaram minha vida e nunca me despediria delas. No fundo, elas estão sempre comigo de alguma forma. Fizeram-me tomar outros rumos, influenciaram minhas atitudes, meus pensamentos. E sempre estarão comigo nas boas lembranças. Mas as despedidas, aquelas mais drásticas, repentinas, nos chocam. E fazem com que a gente espere que, algum dia, tudo volte a ser como era antes.



