quinta-feira, 11 de junho de 2009

As despedidas

(Foto de Nicholas Miller do site File Magazine)
As despedidas
Quem gosta delas?
E elas sempre farão parte de nossas vidas. Eu já perdi as contas de quantas vezes tive que dat tchau. À pessoas, empregos, amigos. Às vezes a gente se despede de alguém e este outro nem fica sabendo. Por alguma decepção somos forçados a tomar outro rumo. E nos afastamos. Aos poucos. Não concordo com o “dito” de que a distância aproxima. Pelo menos para mim, a distância nunca me aproximou de ninguém. Em algumas situações, a distância geográfica forçou-me a dar tchau. Quando morei em Londres fiz amizades incríveis, doeu muito ir embora, e, hoje, não tenho mais notícias de ninguém. Desde que me mudei para São Paulo, perdi um ano do crescimento do meu sobrinho. Sei que não nos aproximamos com essa distância. Hoje sou a tia que mora longe e de vez em quando aparece em Florianópolis. Minha mãe e meu pai dizem que nasci com uma mala na mão. E acho que é verdade, pois fico um pouco entediada quando permaneço muito tempo no mesmo local. Por ser assim, as despedidas são ainda mais freqüentes. Da faculdade, guardo ótimas lembranças, mas poucas amizades. A verdade é que as pessoas mudam, tomam rumos completamente diferentes. Eu mudo. Mas a dificuldade para me despedir, o sofrimento que me causa, não muda. Com o tempo, fico bem. Mas o ato de dar tchau me incomoda bastante. Quando pedi demissão do Banco do Brasil, sofri. Mesmo que fosse a decisão mais acertada que pudesse fazer, sofria por perder as amizades que fiz lá, a minha chefe, meu trabalho. Em todas as outras experiências profissionais, foi a mesma sensação. Eu sabia que tinha que sair, seguir outro rumo, mas, ao mesmo tempo, queria manter todas as coisas boas que tinha naquele lugar. Se eu pudesse, carregaria comigo todas as pessoas legais que cruzaram minha vida e nunca me despediria delas. No fundo, elas estão sempre comigo de alguma forma. Fizeram-me tomar outros rumos, influenciaram minhas atitudes, meus pensamentos. E sempre estarão comigo nas boas lembranças. Mas as despedidas, aquelas mais drásticas, repentinas, nos chocam. E fazem com que a gente espere que, algum dia, tudo volte a ser como era antes.

2 comentários:

  1. Querida. Oi.
    Lindo isso de despedidas. Também convivo com elas, me doem. Mas a saudade é o q acaba me incomodando mais...
    Estarei em SP semana que vem, vamos nos ver?
    beijos

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  2. Oi Flor! Vamos combinar algo sim! Me liga no 11-9586-0550. Beijos

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